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05 de outubro de 2012

Conselho curador do FGTS muda “Minha Casa, Minha Vida”

O valor máximo dos imóveis financiados, pelo programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida foi elevado, pelo conselho curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), em reunião na tarde desta quinta-feira em Brasília, de R$ 170 mil para R$ 190 mil, valendo este limite para o Distrito Federal e para as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para as demais capitais e municípios passaram a ter os seguintes limites: a) para cidades com mais de 1 milhão de habitantes, o teto passou de R$ 150 mil para R$ 170 mil; b) Nos municípios que têm de 250 mil habitantes a 1 milhão de habitantes, o valor foi atualizado de R$ 130 mil para R$ 145 mil. O mesmo vale para outras regiões metropolitanas; c) Já nas cidades cuja população varia de 50 mil a 250 mil habitantes, o teto subiu para R$ 100 mil para R$ 115 mil.. Nas demais, passou de R$ 80 mil para R$ 90 mil.

Segundo os conselheiros, o objetivo é corrigir os valores pela inflação e permitir com que o programa continue atendendo demanda da classe média nessas cidades, que tiveram forte aumento no preço dos imóveis. A correção, de 13%, foi com base no INCC (Índice Nacional da Construção Civil) de agosto.

Além do teto maior dos imóveis, o conselho também elevou de R$ 3.100 para R$ 3.275 o limite de renda mensal das famílias que terão direito a subsídio na compra de imóveis. Também foi reajustado de R$ 23 mil para R$ 25 mil o valor do subsídio, aprovando também a redução da taxa de juros de 8,16% para 7,16% mais TR para as família de renda mensal entre R$ 3.275 e R$ 5.000, a chamada faixa 3 do programa, que quase não tem subsídio. Para essa faixa de renda, o principal benefício é não pagar pelo seguro atrelado ao financiamento.

Foram beneficiadas também com a redução de juros as famílias com renda entre R$ 2.325,01 e 2.455,00, cuja taxa cai de 6% para 5%, e com renda entre R$ 3.100,01 e R$ 3.275,00, que caiu para 6% ao ano.

VENDA CASADA NA CEF. ESTÓRIA OU HISTÓRIA?

Em todas as reuniões que presencio, junto com empreendedores do setor, volta e meia fala-se da venda casada de serviços na CEF – Caixa Econômica Federal, sendo este, um assunto tabu entre os empresários, já que a instituição é líder na promoção de empréstimos habitacionais e com toda certeza, a única instituição financeira nacional a trabalhar em algumas faixas de financiamento para a população de baixa renda.

Estes, entre outros fatores, fazem com que os protagonistas desta história (ou estória?) se sintam sem condições de promover maiores protestos contra a prática nefasta, não só em defesa aos próprios, mas com certeza absoluta, em condição secundária, aos consumidores.

Estes últimos, são afetados com a prática, quando, na falta de competitividade, os empresários tem que pagar o preço exigido e não o menor preço possível, pelo mesmo serviço.

Para você, leitor, que deseja conhecer mais, saiba que a venda casada é expressamente proibida, no Brasil, pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 39, I), constituindo inclusive crime contra as relações de consumo (art. 5º, II, da Lei n.º 8.137/90).

É caracterizada quando um consumidor, ao adquirir um produto, leva conjuntamente outro, sendo este da mesma espécie ou não. Esta prática criminosa ser configurada, quando o fornecedor de produtos ou serviços condiciona a aquisição do primeiro serviço/produto se adquirir o segundo. No tocante às instituições financeiras, o exemplo mais comum é vivido por brasileiros, quando ao tentar obter empréstimos, percebem que os bancos atrelam a realização da operação, com a contratação de seguro, ou outros serviços da instituição financeira.

Fica aqui a pergunta: A venda casada na CEF – Caixa Econômica Federal é História ou Estória?

DICA DO COLARES

Um dos departamentos mais importantes de sua empresa: Pós-venda!


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